Tuesday, December 18, 2012

Auto- Preconceito

Como alguem ligado ao ImproRiso, conheco relativamente bem o meio teatral/artistico. Primeiro com EventosMz e depois com ImproRiso, venho estando perto do meio artistico desde 2007 e uma das coisas que mais me custa aceitar e' o auto-preconceito que alguns actores alimentam. Ja vi e continuo a ver pessoas a recusarem trabalhos e oportunidades que gostariam de abracar dizendo "nao posso por causa do meu emprego". O que tem uma coisa a ver com outra?! Sera que ser humorista ou comediante ou actor diminui as capacidades de alguem trabalhar como auditor, ou professor ou motorista? Nao vejo como, sinceramente... ha profissoes em que percebo e concebo a tal "incompatibilidade". Por exemplo: se alguem e' seguranca do presidente ou elemento dos servicos secretos, nao convem expor-se num palco, e' certo. Vi uma entrevista do Michael Jordan outro dia em que dizia que um dos seus ultimos vicios era andar de motas, pois era uma paixao da qual nao podia disfrutar enquanto atleta por questoes contratuais mesmo. Todos os desportos radicais estavam proibidos por contrato. Agora se uma pessoa ja faz stand up comedy, por exemplo, e comeca um novo emprego, em que sabem que se trata de um comediante, qual o problema em exercer como comediante? Se a pessoa esta num emprego e aparece uma oportunidade boa para ser comediante, por que nao pode aceitar ao ter um outro emprego, nao havendo incompatibilidades de horario? Eu entendo o receio de "nao vou ser bem visto" ou "nao vou parecer credivel no trabalho", mas sera que isso e' mesmo verdade?! Nao! O Mario Mabjaia e' um dos maiores humoristas do pais e tem um emprego fixo e "serio" na CETA. O Sergio Mabombo e' um bom jornalista e continua a ser um bom actor/comediante. O Gilberto Mendes e' outra referencia de alguem que consegue compatibilizar a parte artistica com a parte nao artistica sem se diminuir em nenhuma delas. Para mim, este e', de facto, um auto-preconceito. Um pensamento em que o proprio comediante/actor/humorista sente algum desconforto ao fazer ambas as coisas e sente que nao sera levado a serio, credivel e respeitado se a sua faceta artistica for visivel. Nao conheco casos de patroes que neguem esse direito aos seus funcionarios. Pode haver casos, mas nao os conheco. Mas, se os ha, nao ha que os combater? Mas primeiro que se assumam orgulhosamente. Que se diga "eu sou capaz de ser comediante no palco e arquitecto no escritorio". E que se seja bom em ambas as coisas... acreditem que nao serao mal olhados... pelo contrario... serao mais admirados. Experimentem e verao... Carlos Osvaldo

Sunday, October 28, 2012

Lancamento livro Barbara(mente)

Venham juntar-se a mim neste dia tao especial em que sera lancado o meu segundo livro Barbara(mente), pela Alcance Editores. Depois de Amorismo, ou as Vidas Aereas de Bernardo Souto, lancado em 2011, Barbara(mente) e' o livro que se segue. Um romance em torno de Barbara, a personagem central da historia. Vamos juntos descobri-la? Sera no Instituto Camoes, na 6a feira dia 2 de Novembro a partir das 18h. Entrada livre. Teremos ainda momentos de entretenimento com ImproRiso e declamacao de poesia. Havera cocktail, venda de livros e sessao de autografos.

Wednesday, October 10, 2012

Wednesday, October 3, 2012

Escrever sem ter nada para dizer

A verdade é que abri esta folha movido por um sentimento tão egoísta que só pode fazer sentido. Desejava poder brincar com a inspiração, a ver se me brindava com a sua visita e, guiado pela sua mão, me fizesse criar a escrita mais perfeita… das que imperfeitas se podem realizar. Poderia falar da vida, da metafísica de tudo e do valor de nada. Das alegrias, desamores, sonhos e fantasias. Mas hoje, sem nada para dizer, quero apenas brincar com palavras. Deixar que fluam… que ganhem vida e se auto-conduzam até onde quiserem e puderem! Às vezes, na vida, os prazeres são descobertos nos pequenos nadas. Naqueles momentos em que nos deixamos levar por um pensamento que hiberna confiando cegamente num instinto traiçoeiro a que se pode chamar inspiração. Há ritmos que nos bailam na mente. Olhares que se perdem por dentro. Sentimos vozes olhando os cheiros que nos tocam na alma. Há coisas que fazem mais sentido quando não se entendem. Quando nada têm para ser entendido, aliás. Como o amar e não saber porquê. Ou chorar sem pensar e sorrir sem reflectir. É sentir na verdade. Contentarmo-nos com o que existe. Buscar o melhor da vida nos limites que o impossível vai alargando no horizonte das memórias que não se criaram ainda. Escrever sem ter nada para dizer pode ser bom. Pode ser que acabe fazendo algum sentido aos olhos de quem ler… Carlos Osvaldo

Saturday, July 14, 2012

Os meus herois

Os meus heróis televisivos

Começando por citar Lauryn Hill, “Fantasy is what people want, but reality is what they need”, gostaria de lançar uns devaneios sobre os heróis que marcaram a minha vida. Os heróis televisivos e não os da vida real.
Com a crise e a onda depressiva que tapa os raios de sol e nos acaba atingindo a todos, com maior ou menor intensidade, a importância mitológica e simbólica dos super heróis se vai reforçando. Reparem apenas no cinema…. Batman, Homem Aranha, James Bond, Capitão América, Thor… tantos filmes de heróis nos últimos anos. E isto porquê? Porque nós precisamos. É esse, afinal, o papel do herói. Estar lá por nós quando deles precisamos.

Mas eu quero falar sobre os meus. Os que marcaram os 30 anos de vida que levo até hoje.

He-Man



O primeiro de que me lembro. Era uma criança de seis ou sete anos e o He-Man era o homem mais forte do mundo. Vivi-o através de desenhos animados. Quando os desenhos acabavam, começávamos nós a brincar, vestindo os personagens.
Realmente não há muito a dizer sobre ele. Mais que palavras influenciou-me por via de sensações.
Impossível esquecer a sua frase “Pelos poderes de Greyskull…. Eu tenho a forçaaaa!”


Michael Knight



Com o seu imparável Kit, Michael Knight ainda marcou a minha infância, ouvindo-o naquele brasilês dobrado tão em moda na altura.
Tinha aquela música inesquecível e lembro que o primeiro relógio que pedi aos meus pais foi para poder chamar o meu Kit imaginário.
Outro herói da minha infância. Nesta altura ainda vi muito outras séries que me marcaram como a Missão Impossível, Esquadrão Classe A ou MacGyver por exemplo, mas o Michael Knight tem uma força maior no meu subconsciente.

Dragon Ball



Os desenhos que marcaram o início da minha adolescência.
Quase em empate com o Oliver Tsubasa, Dragon Ball, com Songoku e Krillin sobressaem.
Meus amigos e eu gravávamos os episódios enquanto estávamos na escola. Corríamos para conseguir ver esses vinte minutos que desejávamos eternizar durante o intervalo de almoço.
Uma série forte. Pudemos acompanhar praticamente toda a vida dos personagens, de crianças até se tornarem pais.

Uma pausa…
Antes de anunciar o meu herói preferido, queria fazer um pequeno parêntesis para reflectir brevemente sobre a metáfora da maior parte dos heróis.
O super herói clássico não pode ser outro que o Super Homem. Um herói universal, que me levou a partir um braço a tentar imitar o seu voo atirando-me das escadas do meu prédio com 5 anitos.
O Capitão América é muito “americanizado”, como o próprio nome indica, mas temos dois globais que marcaram a minha geração com força, como são o Homem Aranha e o Batman.
De todos esses heróis clássicos prefiro o Batman, principalmente por via do cinema, com o Cavaleiro das Trevas a converter-me à saga cinematográfica de Batman.
Mas assumo que não gosto muito dessa tipologia clássica de herói incógnito. Cara tapada, disfarçados. Sempre a passar uma mensagem subliminar de que é preciso tapar a cara para ser herói e, mais ainda no caso de Peter Parker e de Clark Kent (Homem Aranha e Super Homem, relativamente) que são caracteres frágeis e tímidos.
Por isso, o meu herói preferido não podia ser outro que o que vou anunciar em seguida. E para explicar a eleição recorro a uma frase de Tupac Shakur, quando diz que “I feel that role models today are not ment to be perfect, but more like angels with broken wings”.


James Bond, 007



Bond, James Bond.
Haverá herói mais humano que este?
Cara limpa. Com o próprio nome.
Bebe, fuma, mente, mata, ri-se, joga, mulherengo. Humano, afinal de contas. Imperfeito e por isso fascinante.
E Bond é, para mim, o herói que mais e melhor soube evoluir. Atravessou os loucos anos 70, a Guerra Fria, a queda do muro de Berlim, o 11 de Setembro, a viragem do milénio e Bond continua actual.
Referência de masculinidade. Referência de bom gosto, digo sempre:
- Queres aprender a vestir-te bem? Vê James Bond.
- Queres aprender body language? Vê James Bond.
- Queres aprender a seduzir? Vê Bond.

E por aí em diante… este é, sem dúvida, o meu herói preferido, por ser aquele que me permite, enquanto adulto, continuar a aprender e admirar como o papel do super herói pode e deve ser assumido por um homem comum. Por todos nós, afinal.

Carlos Osvaldo

Monday, April 16, 2012

Charlie "Genious"Chaplin

Como mudamos tao pouco...

Sunday, April 15, 2012

Gladiadores do desporto



Anos fantasticos para o desporto estes que temos vivido.

Podemos assistir a verdadeiras maquinas nas modalidades. Homens que se tornam limiares da perfeicao nas actividades desportivas que abracam, moldando e definindo os seus corpos para o desporto em que acabam sendo, mais que participantes, definicoes vivas do mesmo.

O que os dias de hoje mais trazem de unico passa pelo facto de haver duelos como nao houve antes. Elementos perfeitos ao mesmo tempo. Vemos alguns dos maiores duelos de sempre.

No basket havera duelo que tenha sido mais apaixonante que nos anos 80/90 com Larry Bird, Michael Jordan e Magic Johnson?

No tenis, depois de Pete Sampras e Andre Agassi, hoje temos Federer, Djokovic e Nadal.

No futebol temos Cristiano Ronaldo e Messi. Os melhores da decada. Dos melhores de sempre. Maquinas de futebol. Rivais de equipas. Rivais pessoais. Cada um a alargar os limites do possivel. Quem perca nunca podera ser derrotado. Levara anos ate aparecer um duelo igual no futebol.

Disfrutemos...

Carlos Osvaldo

Monday, April 9, 2012

Carta aberta à Speed Entretenimento,

Convidados à força?!

Não, obrigado.
Por definição, um convidado é alguém a quem o anfitrião dedica especial atenção e goza de algum estatuto diferencial dos demais presentes em determinado evento. Daí os convites serem limitados e, normalmente, entregues com critério.

Ora, no passado sábado, tendo um convite na mão, fui até à discoteca Coconuts para a festa com a presença do Dj Malvado. Entrei às 23h55m, cumprindo a regra verbal da qual fora advertido (e bem), de que os convites eram válidos até às 0h (e porque não escrever isto nos convites?).
A casa ainda estava vazia. De carimbo no pulso resolvi sair para dar uma volta pela cidade, no intuito de regressar mais tarde ao Coconuts. Ao dirigir-me à porta fui interpelado pelo segurança, que, educadamente, devo realçar, me disse que não se poderia sair antes das 2h da madrugada. Indignei-me e disse que não poderia ser forçado a ficar numa discoteca contra a minha vontade. Nesta troca de palavras apareceu um dos responsáveis pela casa Coconuts que reforçou ao segurança que “pessoas com carimbo no lado esquerdo não saem antes das 2h. São os que entraram com convite. Os que têm carimbo no lado direito podem sair.”
Eu falei com o responsável em questão, dizendo que não iria ficar retido na discoteca e ele, dado o nosso conhecimento prévio, disse que “ah, vocês podem sair, meu irmão, mas façam-no pela entrada principal”
Assim fiz. Ao chegar à entrada, o segurança, mais uma vez muito educada e respeitosamente, disse que por ali não se podia sair.
Voltei à saída onde me encontrava e disse que, ou me apresentavam um regulamento escrito com aquela absurda regra de retenção, ou me chamavam alguém responsável mas que eu iria sair da discoteca. Propuseram-me que anulássemos o carimbo na entrada principal. Assim foi. Fui à entrada, onde “borraram” esfregando o meu braço e lá saí.

Ora, meus senhores, permitam-me que vos diga, cheio de boas intenções, que esta não é forma de se tratar os vossos clientes. Quer da Speed Entretenimento, quer do Coconuts.
Como cliente de uma discoteca eu tenho total e completa liberdade de saída dos vossos estabelecimentos. E, no caso de, ilegalmente nos quiserem reter, da próxima vez, pelo menos avisem-nos à entrada e aí sabemos que, ao entrar, não podemos sair antes de X horas.
Aliás, a própria Speed Entretenimento tem o cuidado de alertar sobre esta regra de “retenção” quando realiza festas no barco.

Eu entendo que esta medida tem como objectivo “criar ambiente” de forma mais rápida, mas fiquem cientes de que esta não é a forma mais acertada de o fazer. As pessoas não vão a uma discoteca para serem tratadas como reclusas, pelo contrário. Fazem-no para se libertarem de amarras e tensões a que estão sujeitas no dia-a-dia.

Espero que interpretem de forma correcta esta carta, que visa ajudar-vos a corrigir estas atitudes menos correctas e respeitosas para com o público que, aliás, é quem alimenta e sustenta toda a indústria de eventos.

Com os melhores cumprimentos,

Carlos Osvaldo

carlososvaldo86@hotmail.com

Monday, March 12, 2012

Wednesday, February 22, 2012

Leituras "obrigatorias"

Neste post vou dar uma de moralmente preparado para lancar algumas sugestoes de leitura.

A Arte de Amar- Julio Dantas
As palavras- Jean Paul Sartre
A Ideia de Europa- George Steiner
A Metaficia do Amor- Schopenhauer
Memorias Postumas de Bras Cubas- Machado de Assis




Os livros nao servem (apenas) para ler... servem, acima de tudo, para nos fazerem companhia...

Carlos Osvaldo

Vencedora da Melhor Foto do ano de 2011

Monday, December 26, 2011

Pai Natal VS Jesus Cristo



A cada ano, no dia 25 de Dezembro vem-se assistindo a um golpe de estado nada dissimulado. O Pai Natal vai ocupando o lugar de Jesus Cristo como dono da data. A cada geração que vai passando o dia de Natal é mais associado à figura do Pai Natal que à figura de Jesus Cristo. Tanto que até se começam a verificar fenómenos em que o dia já é celebrado por pessoas não cristãs, com distribuição de presentes (culto ao Pai Natal).
Concordo com o Papa quando critica as celebrações excessivamente consumistas desta data, nos dias que correm. Creio ser altura de religião recuperar e resgatar o verdadeiro significado religioso que este dia tem e deve ter, com alusão ao nascimento do menino Jesus, a presença dos Reis Magos (caindo também em desuso. Perguntem os nomes dos Reis Magos às crianças e verão quantas os sabem… o próprio presépio, cada vez menos utilizado).
Como agnóstico reclamo maior respeito à religiosidade da data. Judas foi condenado a cumprir uma pena eterna por um crime singular. Cometido num deslize. Num erro. Num dia. O Pai Natal comete-o pouco a pouco a cada ano que passa e vê como a sua popularidade cresce. Uma das melhores formas de combater a crise, sem dúvida. Fizeram do dia de Natal o dia de aniversário de todos nós. Menos do menino Jesus…

Tuesday, December 13, 2011

Sublime

Palavras para que...?

Saturday, November 19, 2011

Crise



A palavra crise é perigosamente contagiosa. Basta pronunciá-la para que se instale. É uma questão de crença; ou melhor, de descrença. A primeira vítima da crise é sempre a esperança. Quando falamos em crise temos sempre como pano de fundo falta de esperança.
Assisto ao desfile de propostas e discursos da União Europeia sobre a crise e os caminhos para sair dela. Parece uma situação labiríntica, desequilíbrio nas contas traz austeridade e esta traz mais recessão e daí não saímos e, na verdade, parece-me que o problema reside no foco em que se centra a atenção. Falar de combater a crise é viver preso nela, com os olhos turvos pela sua nuvem.
A meu ver, a crise será combatida quando nos afastarmos dela. Quando o nosso olhar e as nossas atenções se centrarem no crescimento e no desenvolvimento. No recuperar da esperança, por fim.
A solução para a crise não poderá passar, acredito eu, por retirar poder de compra aos consumidores. Uma economia não pode crescer se não tivermos condições criadas para se consumir. Os consumidores serão sempre o agente de recuperação e, para isso, os cortes são contraproducentes. Apertam o rigor mas não estimulam o circuito financeiro. E não esqueçamos que o dinheiro é, sempre, o sangue da economia, seja através de consumo, poupança ou investimento. Se as pessoas não têm dinheiro não podem consumir, e se elas não consomem as empresas não vendem e se estas não vendem não podem dar emprego e sem emprego as pessoas não têm dinheiro e sem dinheiro não podem consumir e…. crise!
Para vencer a crise devemos focar-nos em crescer. Em resgatar a esperança. Saber, e admitir, que estamos num buraco e que, após as devidas lições aprendidas, a solução terá de passar por olhar para cima e não para baixo. Olhar para a luz a não para a sombra.

Carlos Osvaldo

Saturday, November 12, 2011

Homens/ Mulheres



Li, ha alguns dias no blog www.vestigiosteus.blogspot.com uma curiosa pergunta acerca de como as mulheres podem saber se um homem esta com elas para valer. Vao aqui umas pequenas dicas para saberem quando NAO esta a levar a relacao a serio:

- passado algum tempo juntos nao conheces amigos/ familia;
- quando te apresenta a amigos/ familia diz o teu nome sem nenhum titulo (MINHA namorada/ dama/ baby/ mulher...);
- insiste em programas caseiros a dois.

E para compensar os homens da pequena traicao, vai aqui uma brincadeirinha sobre as mulheres: a noite ideal para uma mulher seria ir as compras com um monhe, ter um branco a preparar-lhe o jantar, sair para dancar com um mulato, fazer sexo com um negro e adormecer com as massagens dum asiatico.

Carlos Osvaldo

Thursday, October 13, 2011

Joker




"If you are good at something, never do it for free..."

Sunday, August 21, 2011

Últimos dias...



Falar sobre perder alguém querido é por demais doloroso. Felizmente tenho podido evitar esta sensação. Mas algum dia teria que chegar. É um dos custos da juventude; ver os outros partirem antes de nós.
Perceber que um ente querido se aproxima dos últimos dias assusta. Invade-nos um medo cobarde. Uma dúvida egoísta entre aproveitar cada segundo para viver momentos que em breve deixaram de existir ou fugir de assistir ao definhamento progressivo da pessoa. Às vezes apetece-nos ficar fechados e não deixar que o presente atrapalhe as imagens que temos da pessoa saudável e intacta.
E quanto mais gostamos da pessoa mais temos que nos exigir a coragem de a acompanhar até ao fim da estrada. De mãos dadas ou servirmos até como bengala, se assim for preciso. Porque amar é isso mesmo. Não apenas sentir mas saber como e quando mostrar. E quanto mais difícil mais temos que estar presentes. E agradecer.
Agradecer por temos a oportunidade de poder partilhar a vida com quem amamos. Por podermos ver essa pessoa amada envelhecer tão bem, e recordar que conversámos, rimos, dançámos e partilhámos tanta coisa juntos. Que eu, como jovem, cresci a cada dia que falei com ele e ele rejuvenesceu a cada minuto que falou comigo. Que tive a oportunidade de ser criança a seu lado, quando quis. E de ser adulto quando foi preciso. Agradecer o ter tido a oportunidade de lhe fazer sentir-se orgulhoso de mim. De saber que cresci bem e que ele gosta de mim e do homem em que me tornei.
Amor é isso. Estar presente mesmo quando não queremos estar porque o outro precisa. E cuidar quando o outro nem sabe necessitar. Preparado para o pior mas fazendo o melhor de cada dia que sobra. E recordar…e mais que isso, viver o que ainda falta ser vivido. Cada dia como se fosse o último. Porque pode ser. E guardar a voz, o olhar e tudo o que se aprendeu como parte de quem somos. Saber que sem família não existiríamos e sem amigos não viveríamos.
As pessoas eternas são aquelas que incorporamos em nós. Orgulho. Tanto orgulho me invade que até choro numa dor adiantada ao tempo, mas mais motivada por saudades que por perda. Essa ainda não chegou. Tenho medo, mas não será maior que a coragem. Farei o meu papel.
Afinal, mais do que neto, sou teu padrinho… o pai que te ficou.

Carlos Osvaldo

Wednesday, July 13, 2011

O sexo actual

O que temos visto por aí???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, ...sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama... sexo de academia...

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.....
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!"
até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, mutilando-se em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso
preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...

Alô, gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado... "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida... E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... e, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso
lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me
arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
Para ler, divulgar e . . . Praticar !

"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona, Não ame por dinheiro, pq um dia ele tb acaba...Ame apenas,pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação" (Madre Tereza)

Arnaldo Jabor

EU TE AMO NÃO DIZ TUDO por Arnaldo Jabor

O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, e vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ele(a) fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo.