Wednesday, February 22, 2012

Monday, December 26, 2011

Pai Natal VS Jesus Cristo



A cada ano, no dia 25 de Dezembro vem-se assistindo a um golpe de estado nada dissimulado. O Pai Natal vai ocupando o lugar de Jesus Cristo como dono da data. A cada geração que vai passando o dia de Natal é mais associado à figura do Pai Natal que à figura de Jesus Cristo. Tanto que até se começam a verificar fenómenos em que o dia já é celebrado por pessoas não cristãs, com distribuição de presentes (culto ao Pai Natal).
Concordo com o Papa quando critica as celebrações excessivamente consumistas desta data, nos dias que correm. Creio ser altura de religião recuperar e resgatar o verdadeiro significado religioso que este dia tem e deve ter, com alusão ao nascimento do menino Jesus, a presença dos Reis Magos (caindo também em desuso. Perguntem os nomes dos Reis Magos às crianças e verão quantas os sabem… o próprio presépio, cada vez menos utilizado).
Como agnóstico reclamo maior respeito à religiosidade da data. Judas foi condenado a cumprir uma pena eterna por um crime singular. Cometido num deslize. Num erro. Num dia. O Pai Natal comete-o pouco a pouco a cada ano que passa e vê como a sua popularidade cresce. Uma das melhores formas de combater a crise, sem dúvida. Fizeram do dia de Natal o dia de aniversário de todos nós. Menos do menino Jesus…

Tuesday, December 13, 2011

Sublime

Palavras para que...?

Saturday, November 19, 2011

Crise



A palavra crise é perigosamente contagiosa. Basta pronunciá-la para que se instale. É uma questão de crença; ou melhor, de descrença. A primeira vítima da crise é sempre a esperança. Quando falamos em crise temos sempre como pano de fundo falta de esperança.
Assisto ao desfile de propostas e discursos da União Europeia sobre a crise e os caminhos para sair dela. Parece uma situação labiríntica, desequilíbrio nas contas traz austeridade e esta traz mais recessão e daí não saímos e, na verdade, parece-me que o problema reside no foco em que se centra a atenção. Falar de combater a crise é viver preso nela, com os olhos turvos pela sua nuvem.
A meu ver, a crise será combatida quando nos afastarmos dela. Quando o nosso olhar e as nossas atenções se centrarem no crescimento e no desenvolvimento. No recuperar da esperança, por fim.
A solução para a crise não poderá passar, acredito eu, por retirar poder de compra aos consumidores. Uma economia não pode crescer se não tivermos condições criadas para se consumir. Os consumidores serão sempre o agente de recuperação e, para isso, os cortes são contraproducentes. Apertam o rigor mas não estimulam o circuito financeiro. E não esqueçamos que o dinheiro é, sempre, o sangue da economia, seja através de consumo, poupança ou investimento. Se as pessoas não têm dinheiro não podem consumir, e se elas não consomem as empresas não vendem e se estas não vendem não podem dar emprego e sem emprego as pessoas não têm dinheiro e sem dinheiro não podem consumir e…. crise!
Para vencer a crise devemos focar-nos em crescer. Em resgatar a esperança. Saber, e admitir, que estamos num buraco e que, após as devidas lições aprendidas, a solução terá de passar por olhar para cima e não para baixo. Olhar para a luz a não para a sombra.

Carlos Osvaldo

Saturday, November 12, 2011

Homens/ Mulheres



Li, ha alguns dias no blog www.vestigiosteus.blogspot.com uma curiosa pergunta acerca de como as mulheres podem saber se um homem esta com elas para valer. Vao aqui umas pequenas dicas para saberem quando NAO esta a levar a relacao a serio:

- passado algum tempo juntos nao conheces amigos/ familia;
- quando te apresenta a amigos/ familia diz o teu nome sem nenhum titulo (MINHA namorada/ dama/ baby/ mulher...);
- insiste em programas caseiros a dois.

E para compensar os homens da pequena traicao, vai aqui uma brincadeirinha sobre as mulheres: a noite ideal para uma mulher seria ir as compras com um monhe, ter um branco a preparar-lhe o jantar, sair para dancar com um mulato, fazer sexo com um negro e adormecer com as massagens dum asiatico.

Carlos Osvaldo

Thursday, October 13, 2011

Joker




"If you are good at something, never do it for free..."

Sunday, August 21, 2011

Últimos dias...



Falar sobre perder alguém querido é por demais doloroso. Felizmente tenho podido evitar esta sensação. Mas algum dia teria que chegar. É um dos custos da juventude; ver os outros partirem antes de nós.
Perceber que um ente querido se aproxima dos últimos dias assusta. Invade-nos um medo cobarde. Uma dúvida egoísta entre aproveitar cada segundo para viver momentos que em breve deixaram de existir ou fugir de assistir ao definhamento progressivo da pessoa. Às vezes apetece-nos ficar fechados e não deixar que o presente atrapalhe as imagens que temos da pessoa saudável e intacta.
E quanto mais gostamos da pessoa mais temos que nos exigir a coragem de a acompanhar até ao fim da estrada. De mãos dadas ou servirmos até como bengala, se assim for preciso. Porque amar é isso mesmo. Não apenas sentir mas saber como e quando mostrar. E quanto mais difícil mais temos que estar presentes. E agradecer.
Agradecer por temos a oportunidade de poder partilhar a vida com quem amamos. Por podermos ver essa pessoa amada envelhecer tão bem, e recordar que conversámos, rimos, dançámos e partilhámos tanta coisa juntos. Que eu, como jovem, cresci a cada dia que falei com ele e ele rejuvenesceu a cada minuto que falou comigo. Que tive a oportunidade de ser criança a seu lado, quando quis. E de ser adulto quando foi preciso. Agradecer o ter tido a oportunidade de lhe fazer sentir-se orgulhoso de mim. De saber que cresci bem e que ele gosta de mim e do homem em que me tornei.
Amor é isso. Estar presente mesmo quando não queremos estar porque o outro precisa. E cuidar quando o outro nem sabe necessitar. Preparado para o pior mas fazendo o melhor de cada dia que sobra. E recordar…e mais que isso, viver o que ainda falta ser vivido. Cada dia como se fosse o último. Porque pode ser. E guardar a voz, o olhar e tudo o que se aprendeu como parte de quem somos. Saber que sem família não existiríamos e sem amigos não viveríamos.
As pessoas eternas são aquelas que incorporamos em nós. Orgulho. Tanto orgulho me invade que até choro numa dor adiantada ao tempo, mas mais motivada por saudades que por perda. Essa ainda não chegou. Tenho medo, mas não será maior que a coragem. Farei o meu papel.
Afinal, mais do que neto, sou teu padrinho… o pai que te ficou.

Carlos Osvaldo