Que fique claro para todos os leitores deste blog que todos os textos aqui publicados se encontram ao abrigo do DESacordo Ortográfico.
Escrevo no português que aprendi em criança. É essa a língua com a qual me identifico. Recordo-me de quando comecei a pesquisar na internet materiais em língua portuguesa e me chamavam a atenção que os textos brasileiros tinham um português adaptado e incorrecto para o uso que eu deveria seguir. E eu, neste aspecto, serei teimoso e conservador até não mais poder. Talvez quando tenha filhos e tenha de os ensinar a ler e escrever neste brasilês tenha de re-aprender para poder ensinar. Mas, até lá, e enquanto depender de mim continuarei fiel à forma como entendo e sinto a língua.

Assim, continuarei a escrever:
Egipto, em vez de Egito;
De facto, em vez de de fato;
Direcção em vez de direcão;
Actor em vez de ator;
Pêlo (de pelugem) em vez de pelo;
E tantos outros casos….
Aliás, este acordo só me entristece pelo sintoma de facilitismo a que nos estamos a entregar cada vez de forma mais frequente. Não fui nunca dos que contestavam pelo facto dos brasileiros terem adoptado a língua portuguesa à sua realidade. Pelo contrário, acho que as línguas devem ajustar-se às realidades em que estão inseridas. Mas, daí a haver este acordo comum vai uma enorme diferença. Como puderam os portugueses ceder ou aceitar este acordo? Não há maior sinal de cultura que a língua de um povo, na minha opinião. E a língua que eu aprendi faz parte da pessoa que eu sou. E isso não muda por qualquer acordo que os “intelectuais” da minha língua.
Obrigado pela compreensão.
Carlos Osvaldo
1 comment:
Também não sei o porque desse DESacordo, para mim não tem razão de ser...
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